sábado, 3 de novembro de 2018

Um ataque covarde e infame ao Brasil e aos brasileiros

Um ataque covarde e infame ao Brasil e aos brasileiros

Sinceramente, jamais imaginei ser vítima de tamanhas mentira e ofensa. Fossemos um país minimamente sério e esta moça estaria em sérios apuros

Olhem aqui: eu não sou, como quem me acompanha sabe muito bem, de comentar texto de ninguém. Por pior que seja a barbaridade dita, considero que opinião é como bumbum, cada um tem o seu: da forma e tamanho próprios. Desde que não me ofenda, o que diz o outro é tão legítimo como qualquer coisa que eu digo. Mas se me ofende, me sinto no direito — no dever, na verdade — de retrucar. Assim como sempre dei o mesmo direito a quem eu possa ter ofendido.
Taís Araújo é aquela gataça atriz da Globo. Espero que não me considere machista, sexista ou misógino pelo elogio e muito menos não me processe por assédio sexual ou moral. Ela é mãe de um casal de filhos. Um menino de seis e uma menina de dois anos de idade. Sabe-se lá o porquê, a moça resolveu proferir um discurso, digamos assim, completamente aloprado e furibundo a respeito deles. Ou melhor, a respeito do Brasil. Ou melhor ainda, a respeito de mim e de você, leitor amigo.
Completamente descolada da realidade e incrivelmente delirante, Taís disparou contra o país as piores barbaridades possíveis. Pintou um quadro jamais visto ou ocorrido por aqui. Como se em surto psicótico, declarou ser o Brasil equivalente, no mínimo, à África do Sul do período do Apartheid. Leiam alguns trechos, com meus comentários em seguida:
“Meu filho é um menino negro e liberdade é um direito que ele não vai poder usufruir se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol. Ele corre o risco de ser apontado como um infrator – mesmo com seis anos de idade”.
É sério que esta moça vive no brasil? Quer dizer que moleques pretos não andam livres pelas ruas do país? Dá para imaginar tamanha fantasia assim? Na cabeça dela há dois cenários apenas: ou calçadas repletas de loirinhos bem vestidos ou completamente vazias. Para piorar, diz que tem medo de o seu filho ser apontado, com seis anos de idade, um menor infrator. Sério? Pensei que este fosse o país onde a responsabilidade penal começa aos 18 anos. Onde um assassino com 17 anos, 364 dias e 20 horas de vida mata alguém e no dia seguinte é posto em liberdade e com a ficha limpa. Na boa… É muita viagem na maionese ou muita vigarice intelectual.
“Quando ele se tornar adolescente, ele não vai ter a liberdade de ir para sua escola pegar um ônibus com sua mochila, seu boné, seu capuz, seu andar adolescente, sem correr o risco de levar uma investida violenta da polícia ao ser confundido com um bandido”
Caraca!! Quer dizer que todos os garotinhos pretos do Brasil ou andam de carro ou são diariamente espancados, né? Dá para acreditar no que esta senhora disse? A polícia brasileira tornou-se a nova SS e ninguém nos avisou? E a violência policial, que não é regra, é exceção (ainda que não devesse sequer existir), só vitimiza crianças pretas? Tá bom, dona Taís! Acho que você conviveu tanto com colegas petistas que adquiriu o grotesco hábito da mentira deslavada.
“No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e que blindem seus carros.” 
Pronto! Chegamos ao ápice da cretinice. Ao ápice da ofensa contra todos os brasileiros. E é só por isso que estou aqui a lhe responder. No Brasil uma ova, minha senhora! Só se for no seu Brasil, que não conheço e desejo jamais conhecer. Porque no meu Brasil, dona Taís, não existe isso, não. Jamais existiu, aliás! E conheço esta porcaria de norte a sul, de leste a oeste. Conheço 22 estados, capital e interior. Tenho mais horas de voo e quilometragem de “estrada” (entre aspas, porque são tudo, menos estradas) que muito piloto de avião ou motorista de caminhão. E com 50 anos de idade, eu garanto: nunca vi, tampouco ouvi falar de tamanha atrocidade. Desafio esta moça que encontre um único depoimento fidedigno, verídico e comprovado de um gesto assim.
E mais: brasileiros que podem contar com seguranças e carros blindados (talvez a senhora e seu marido façam parte desta turma de privilegiados) fogem da violência que é multicolor. O medo de morrer assassinado por 
um preto, branco, índio ou oriental é o mesmo. É tanta maluquice junta, que fica difícil conseguir equilíbrio emocional para responder adequadamente a tamanha ofensa, sem partir para um tom absurdamente inapropriado. Por isso vou parar por aqui. Vou tomar uma ducha fria para esfriar a cuca. A calva chega a fritar de tanta raiva!
Mas finalizo com um último trecho e uma última resposta:
“Eu tenho um sonho de ver ricos trabalhando para acabar com a pobreza”.
Que bom! Eu também. E num país miserável como o Brasil, eu posso me considerar rico. Pois bem. Eu realizo o seu sonho, dona Taís. Gero emprego, pago impostos, distribuo renda, cumpro perfeitamente a função social de um empresário. Agora eu te pergunto: e a senhora? Faz a sua parte? Trabalha para acabar com a pobreza? Poderia, se não for muito incômodo, dizer o que faz para isso? Gostaria muito de saber e poder parabenizá-la pelo gesto.
Ou será que ficará só no sonho mesmo, hein?Leiam também.

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