sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Monteiro Lobato

Monteiro Lobato


  • Monteiro Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e prossegue em sua carreira de escritor, criando o Sítio do Pica Pau Amarelo, que o celebrizou. Em 1920 lança A Narizinho Arrebitado, leitura adotada nas escolas. Traz para a infância um rico universo de folclore, cultura popular e muita fantasia. Publica “Reinações de Narizinho” (1931), “Caçadas de Pedrinho” (1933) e “O Pica-pau Amarelo” (1939). Os “Trabalhos de Hércules” concluem uma saga de 39 histórias e quase um milhão de exemplares vendidos. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas, como francês, italiano, inglês, alemão, espanhol, japonês e árabe.
    Lobato concorreu em 1926 a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, não foi escolhido. Recentemente, surge uma polêmica sobre preconceito racial quando seu livro “O Presidente Negro” (1926), descreve um conflito racial, após a eleição de um negro para a presidência dos EUA e, também a personagem negra, Tia Nastácia, comparada a uma macaca ao subir numa árvore.
    Em 1927, reside por 4 anos nos Estados Unidos em missão diplomática, como adido comercial e pôde constatar a lentidão do desenvolvimento brasileiro mediante o gigantesco progresso americano. De regresso para o Brasil inaugura várias empresas de ferro e petróleo para fazer perfuração, no intuito de desenvolver o país, economicamente. Escreveu dois livros “Ferro” (1931) e “O Escândalo do Petróleo” (1936), neste documenta os enfrentamentos na busca de uma indústria petrolífera independente. A política do governo de Getúlio Vargas era “não perfurar e não deixar que se perfure” proibiu e recolheu os exemplares disponíveis. Por contrariar interesses de multinacionais foi preso em 1941, no Presídio Tiradentes, onde ficou por 6 meses. Saiu da prisão, mas continuou perseguido pela ditadura do Estado Novo.
    Lobato ainda foi perseguido pela Igreja Católica quando o padre Sales Brasil denunciou o livro “História do Mundo Para as Crianças” como sendo o “comunismo para crianças”. Em 1947 escreve a história de “Zé Brasil”, panfleto que percorreu o país de norte a sul, acusando o presidente Dutra de implantar no Brasil uma nova ditadura: o “Estado Novíssimo”.
    Monteiro Lobato concedeu uma entrevista à Rádio Record no dia 2 de julho de 1948, dois dias antes de morrer, pobre, doente e desgostoso, aos 66 anos de idade. Como ativista político e na contramão dos interesses dominantes, encerrou a entrevista com a frase “O Petróleo é nosso”! Frase mais do que nunca repetida no Brasil. Foi um personagem brasileiro tão ilustre e importante o cortejo de seu velório foi acompanhado por 10 mil pessoas, entoando o Hino Nacional.
    Algumas Obras
    • Urupês
    • Cidades mortas
    • Idéias de Jeca Tatu
    • Negrinha
    • Ferro
    • A menina do narizinho arrebitado
    • Fábulas de Narizinho
    • Narizinho arrebitado
    • O Saci
    • O marquês de Rabicó
    • O noivado de Narizinho
    • As aventuras de Hans Staden
    • O Gato Félix
    • Peter Pan
    • Reinações de Narizinho
    • O pó de pirlimpimpim
    • Caçadas de Pedrinho
    • Novas reinações de Narizinho
    • Emília no país da gramática
    • Aritmética da Emília
    • Geografia de Dona Benta
    • Dom Quixote das crianças
    • Memórias da Emília
    • Serões de Dona Benta
    • O poço do Visconde
    • Histórias de Tia Nastácia
    • O museu da Emília
    • O Pica pau Amarelo
    • O minotauro
    • Os doze trabalhos de Hércules

    Leia também:
Referências bibliográficas:
RUSSO, Jr Carlos. "O petróleo é nosso", as derradeiras palavras de Monteiro Lobato. Disponível em http://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/o-petroleo-e-nosso-derradeiras-palavras-de-monteiro-lobato-21532/.
LOBATO, Monteiro. Idéias de Jeca Tatu. São Paulo: Globo, 2008.
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/almanaque/o-petroleo-e-nosso-ja-dizia-monteiro-lobato
O petróleo é nosso, já dizia Monteiro Lobato. Revista de História Acesso em 6 de maio de 2016
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