quinta-feira, 5 de julho de 2018

OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE


OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

Ronald da Silva Monte Santo

Resumo


INTRODUÇÃO: Nos últimos anos o aumento da população de idosos vem crescendo de forma acelerada e importante no mundo. Isso vem ocorrendo devido à conscientização das pessoas em ter uma qualidade de vida melhor, mudando hábitos alimentícios e praticando atividades físicas, além de que, essa procura é de grande evidência por pessoas na terceira idade. A atividade física aparece como uma forma de permitir que os idosos tenham uma vida saudável e se tornem mais independentes. Os benefícios são evidentes na melhoria da capacidade física e no aspecto psicológico, levando essa população a maior integração na sociedade. OBJETIVOS: Realizar uma revisão bibliográfica sobre os benefícios da atividade física na terceira idade. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura em sete artigos científicos, buscados na base de dados Scielo e Capes/Periódicos e, destes foram selecionados apenas cinco, nos quais abordavam os benefícios da atividade física e influência dessa pratica na vida das pessoas com idade mais elevada. RESULTADOS: Os benefícios da atividade física para a saúde do idoso são inúmeros, dentre eles destaca-se o melhor funcionamento corporal, diminuição das perdas funcionais, preservação da independência, redução o risco de morte por doenças cardiovasculares, melhoria do controle da pressão arterial, da postura e do equilíbrio, controle do peso corporal, controle da ansiedade e do estresse. Para que isso possa ocorrer, o programa de exercícios deve ser feito com segurança, habitualmente precedido de um teste ergométrico com protocolo individualizado, com programas de atividades apresentando períodos de aquecimento e relaxamento mais longos e graduais, os exercícios propriamente ditos devem respeitar as restrições individuais, para evitar complicações. O aumento do número de idosos em academias, praças e clubes é grande, eles buscam objetivos relacionados à saúde e a qualidade de vida. Atividades físicas em forma de recreação são as mais recomendadas para adaptação do idoso, pois usando a ludicidade a sua pratica pode ser de melhor aceitação pelos praticantes e posteriormente podem-se introduzir outros tipos de atividades mais especificas, tais como, treinamento de força, flexibilidade, alongamentos, resistência aeróbica, entre outros. CONCLUSÃO: É necessária uma atenção especial na distribuição de atividades com pessoas da terceira idade, pois, estes precisam de um programa de exercícios individualizados e seguros, cuidados especiais devem ser tomados caso haja alguma restrição, que pode estar relacionada às modificações progressivas da idade ou a patologias. É inevitável a comprovação da importância da prática de atividade física para adquirir benefícios tendo um envelhecimento mais saudável resultando em ganhos como saúde mental e o ajustamento social, contribuindo para melhor qualidade de vida.

Palavras-chave


Idosos; benefícios; saúde.

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Referências


KOPILER, Daniel Arkader. Atividade física na terceira idade. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 3, Nº 4 – Out/Dez, 1997.
FERREIRA, Taciany Karine de Almeida; PIRES, Vitória Augusta Teles Netto. Atividade física na velhice: avaliação de um grupo de idosas sobre seus benefícios. Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V. 8 - N. 1 - Jul./Ago. 2015.
CALVINHO, Hermínio Júnior do Vale; LIRA, Josileia do Socorro Neves. Os benefícios da atividade física para o envelhecimento saudável. Revista Brasileira de Geriatria e Ger ontologia, 2008-2012.
MACIEL, Marcos Gonçalves. Atividade física e funcionalidade do idoso. Motriz, Rio Claro, v.16, n.4, p.1024-1032, out./dez. 2010.
FRANCHI, Kristiane Mesquita Barros; JUNIOR, Renan Magalhães Montenegro. Atividade física: uma necessidade para a boa saúde na terceira idade. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, vol. 18, núm. 3, 2005, pp. 152-156
ARTIGO DE REVISÃO Atividade física na terceira idade Daniel Arkader Kopiler1 1. Médico do Setor de Ergometria e Reabilitação do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Coordenador de Residência Médica do Hospital de Cardiologia de Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ. Endereço para correspondência: Daniel Arkader Kopiler Rua Sambaíba, 380/201 – Leblon 22450-140 – Rio de Janeiro, RJ RESUMO A população de idosos vem crescendo de forma importante no mundo e o que parecia ser um problema dos países desenvolvidos vem se reproduzindo nos países mais pobres. A atividade física aparece como uma forma de permitir que os indivíduos mais velhos tenham mais saúde e se tornem mais independentes. Para que isso possa ocorrer, o programa de exercícios deve ser feito com segurança, habitualmente precedido de um teste ergométrico com protocolo individualizado, com programas de atividades apresentando períodos de aquecimento e relaxamento mais longos e graduais. Os benefícios são evidentes tanto na aptidão física quanto na esfera psicológica, levando essa população a maior integração na sociedade. ABSTRACT Physical activity for the elderly The elderly population is growing in the world in such an important proportion, that what seemed to be a trend only in developed countries is also occurring in the less developed nations. In this scenario, physical activity comes as an interesting manner to provide the elderly with an opportunity to maintain their health and to assure independence. In order to accomplish this goal, an exercise program must be carried out with safety, usually preceded by an exercise tests and a customized protocol, and with activity programs including long and gradual periods of warming-up and cooling-down. Benefits on physical fitness and psychological conditions are evident, providing a better social integ Rev Bras Med Esporte _ Vol. 3, Nº 4 – Out/Dez, 1997 109 entre as idades de 65 e 85 anos. Com isso, uma maneira simples de classificação é aquela que divide os idosos com base na idade cronológica: “idoso jovem” (65 a 75 anos de idade), “idoso médio” (75 a 85 anos) e “muito velho” (maior que 85 anos). Essa classificação ignora as diferenças potenciais de indivíduos da mesma faixa etária, que apresentem características fisiológicas bem diferentes. Pelo fato de existirem diferenças interindividuais de treinamento físico, saúde e genética, essa análise nos dá muitas vezes uma falsa impressão da verdadeira capacidade funcional do idoso. A classificação funcional conseguiu reunir os grupos de modo mais uniforme, principalmente quando o objetivo é a prescrição de um programa de treinamento. O “idoso jovem” é considerado o grupo de pessoas que estão livres das responsabilidades com cuidados de filhos, geralmente aposentados e que podem viver de forma independente, com pouca ou nenhuma restrição a atividades físicas. O “idoso médio”, em face do aumento da incapacidade física, como resultado de doença crônica, ou pelos efeitos da idade, ou ambos, necessita de uma maior assistência em suas atividades diárias. Já os “muito velhos” são aqueles totalmente dependentes, necessitando de suporte de familiares devotados, ou enfermagem treinada, ou muitas vezes internados em instituições para maiores cuidados. Por último, é importante a divisão dos idosos em grupos com e sem patologia, como também a identificação desta. A programação de uma atividade física será bem diferente para um idoso saudável, quando comparado com coronariopatas ou indivíduos com restrição de movimentos por problemas articulares. Com isso, a compreensão das classificações que respeitam as características individuais dos diversos grupos se mostra fundamental para a programação adequada de exercícios físicos nessa população. PROGRAMAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA A programação da atividade física no idoso não é muito diferente da preconizada para indivíduos mais jovens. Apenas alguns cuidados especiais devem ser tomados caso haja alguma restrição, que pode estar relacionada às modificações progressivas da idade ou a patologias das mais diversas (cardiovasculares, osteoarticulares, outras). Com isso, indivíduos nessa faixa etária inicialmente devem ser submetidos a um questionário, cujo objetivo é saber: se apresentam algum tipo de sintoma clínico ou patologia que possa interferir ou colocá-los em risco durante o exercício, quais são os fatores de risco para doença coronária, qual o tipo e intensidade de exercício que desejam realizar. Essas perguntas devem ser complementadas com uma revisão dos sistemas e, principalmente, nos indivíduos com doença cardiovascular, do perfil psicológico. Em seguida, devem ser submetidos a um exame clínico e a uma série de exames complementares, que varia de acordo com o paciente e a rotina do serviço. É importante ressaltar que a promoção da saúde não ocorre de forma isolada somente com exercícios físicos. Cada vez mais se valoriza uma mudança de hábitos, como emagrecimento, controle das dislipidemias e do diabetes melito, diminuição do estresse, entre outros. Daí, a importância de muitos dos exames complementares, que nos permitem programar os exercícios com maior segurança em determinados pacientes com doença, bem como, em idosos saudáveis, realizar um investimento na prevenção de forma mais global. Teste ergométrico (TE) – O TE é um exame barato, de baixo risco e muito útil na avaliação inicial e progressiva do grupo de idosos que já praticam ou desejam iniciar suas atividades físicas. Esse exame tem por objetivo: estratificação de risco para doença coronária; prescrição de exercícios; determinação da capacidade física inicial; comparação com reavaliações após período de atividade física; modificação dessa prescrição no caso de alteração do quadro clínico ou por mudança na medicação que possa interferir de maneira importante na freqüência cardíaca ou por parâmetros hemodinâmicos2. Segundo o American College of Sports Medicine, todos os idosos, sejam saudáveis ou não, que forem submetidos a exercícios vigorosos devem realizar um teste ergométrico prévio. São considerados exercícios vigorosos aqueles cuja intensidade é maior que 60% do VO2 máximo. Se a intensidade é incerta, podem ser definidos como exercícios que conseguem modificar de forma importante o sistema cardiorrespiratório ou que resultam em fadiga em intervalo máximo de 20 minutos. Se os exercícios forem moderados, intensidade entre 40% e 60% do VO2 máximo ou exercícios que podem ser sustentados de forma prolongada e confortável, com início e progressão graduais e geralmente não competitivos. Não é necessária a realização de TE prévio, no caso de idosos saudáveis3. Alguns autores preconizam um teste submáximo antes do início do programa de exercícios, pelo medo do risco de complicações com um TE máximo4. Porém, dessa forma, o exame se mostra cada vez mais ineficiente no idoso, já que a FC máxima (elemento essencial na prescrição do exercício) apresenta variação menor nesse grupo, pois ocorre diminuição à medida que a idade progride. Com isso, a FC alcançada pode estar bem abaixo da ideal para treinamento, podendo levar a erro quando da programação da atividade física e, conseqüentemente, não trazer os benefícios esperados por esta. Quanto ao equipamento, normalmente não existem problemas maiores com a realização do TE em esteira rolante. Em nossa experiência a vantagem da esteira rolante é o fato de ser mais fisiológica e permitir alcançar maiores freqüências cardíacas e cargas no pico do esforço. Em um grupo específico de pacientes, composto por idosos com dificuldade importante de equilíbrio, problemas de deambulação relacionados a enfermidades osteoarticulares, ou insegurança, 110 Rev Bras Med Esporte _ Vol. 3, Nº 4 – Out/Dez, 1997 pode haver maior adaptação à bicicleta ergométrica. Essa insegurança é mais observada em pacientes do sexo feminino que, por medo de queda na esteira, se agarram de forma intensa às braçadeiras, prejudicando a qualidade do exame, ou simplesmente se negam a andar na esteira. Nesses casos a bicicleta dá-nos maior tranqüilidade na realização do TE. O protocolo escolhido para o idoso dependerá muito da experiência individual do médico ergometrista, que deverá selecionar na hora, dependendo das condições gerais do paciente, aquele que dê o maior número de informações, com o menor risco. Utilizamos o protocolo de Bruce com um período de aquecimento na propria esteira para maior adaptação do paciente, obtendo dessa forma bons resultados; em casos de indivíduos com pouca coordenação motora, obesidade, dificuldade de deambulação, temos realizado o TE sob o protocolo de Naughton, também sem maiores problemas. Muitas vezes as restrições são tão intensas que o idoso não consegue incluir-se em nenhum dos protocolos; nesse caso, a estratificação de risco deve ser feita com outros métodos, e a programação de exercícios, de forma branda e empírica. No caso de indivíduos com doença cardiovascular, primeiro é realizado um TE sem drogas, para que possamos saber o verdadeiro estágio da doença e, após, um exame com drogas, para fins dos cálculos dos exercícios, já que a atividade física é realizada na vigência da medicação. Dessa forma, a impressão inicial das condições do idoso, avaliadas por médico experiente, tanto no que diz respeito às doenças e suas repercussões, bem como a sua fragilidade, é fundamental na escolha do protocolo e na maneira de dar prosseguimento ao exame. Prescrição do exercício – É feita baseada na resposta da FC ao exercício máximo e VO2 máximo (VO2máx) obtidos em um TE. Utilizamos a FC e o MET (equivalente metabólico que corresponde ao VO2 dividido por 3,5) obtidos no pico do esforço, para os cálculos da atividade física. No caso de pacientes com doença coronária, para fins dos cálculos, é considerado o momento de aparecimento da isquemia. A FC de treinamento situa-se entre a FC média (fórmula de Hellerstein)5 e a máxima de treinamento, em que: FC média = 102 + MET máximo 1,41 FC máxima de treinamento = 85% da FC máxima atingida no TE Os cálculos do MET de treinamento, que deve ficar entre o MET médio (American Heart Association)6 e o MET máximo de treinamento, são realizados através das fórmulas: MET médio = 60% + MET máximo = % do MET máximo MET máximo de treinamento = 85% do MET máximo no TE Para obter o efeito do treinamento, a intensidade do trabalho durante a sessão de exercício deve estar entre 65% e 75% da capacidade máxima de trabalho, porém existe uma íntima relação entre a FC e o VO2 quando expressas em percentagem de valores máximos7. A FC varia de 70% a 85% de valores máximos, correspondendo a 65% a 75% do VO2 máx. O uso de drogas que afetam a resposta da freqüência cardíaca durante o exercício (ex.: betabloqueadores, alguns bloqueadores dos canais de cálcio, etc.) não altera a relação entre as percentagens de FC e VO2 7,8. Nesses casos foram mantidas as medicações durante o teste de esforço e utilizada para fins de cálculo do exercício a FC obtida no esforço máximo. Atenção ainda maior deve ser dada ao grupo que não está praticando atividade física de forma regular. A programação dos exercícios deve ser feita de forma mais lenta e gradual, sempre respeitando as limitações individuais. A modalidade de exercícios deve ser aquela que não imponha grande estresse ortopédico; de fácil acesso, conveniente e agradável ao grupo (fundamental para aderência ao programa de atividades físicas); os tipos de exercício podem ser os mais variados: caminhada, bicicleta, exercícios na água, natação ou outras atividades aeróbicas. Quanto à intensidade, devem ser suficientes para manter uma carga no sistema cardiovascular, pulmonar e músculoesquelético sem sobrecarregá-los. O mínimo desejável para obter os benefícios cardiovasculares e periféricos do treinamento é de 60% da FC obtida no pico do esforço no TE. Porém, é melhor que se faça alguma coisa, mesmo abaixo do treinamento ideal, como caminhar recreativamente, do que não fazer nada, pois os benefícios muitas vezes estão relacionados à maior integração à sociedade e na esfera psicológica. Segundo o consenso do American College of Sports Medicine9, os pacientes idosos com doença cardiovascular devem começar o programa de atividade física com menor intensidade de exercícios, principalmente no grupo de sedentários, pelo risco de complicações relacionadas à doença de base ou ao acometimento osteomuscular. Em nossa experiência, independente da capacidade física inicial, utilizamos as freqüências cardíacas média e máxima de treinamento, sem maiores complicações. Nos sedentários isso ocorreu pelo fato de rapidamente atingirem a FC de treinamento, mesmo com os exercícios mais simples, pela grande dificuldade em sua realização; caso contrario, estaríamos muito limitados na prescrição dos exercícios. Os exercícios devem ser realizados de três a cinco vezes por semana, com duração de 30 a 60 minutos. No grupo de sedentários, o trabalho deve iniciar-se com tempo reduzido e progredir gradativamente. Atenção especial deve ser dada aos indivíduos com doença cardiovascular, através de centros de reabilitação cardíaca (RC), que podem dar aporte mais adequado e com maior Rev Bras Med Esporte _ Vol. 3, Nº 4 – Out/Dez, 1997 111 segurança. Normalmente, esses programas contam com equipes multidisciplinares, cujo objetivo é associar aos exercícios medidas gerais, como perda de peso, aporte psicológico, controle de doenças correlatas, entre outras. A grande discussão nos dias de hoje está relacionada a exercícios com peso nos idosos, principalmente no grupo com doença coronária e hipertensão arterial sistêmica. Os ttrabalhos atuais demonstram que esse tipo de exercício é um complemento muito importante dos programas de atividade física, pois fortalecem a massa muscular, permitindo melhor desempenho desses indivíduos no seu dia-a-dia10. É essencial que a prescrição seja individualizada, realizada em seu início com supervisão e orientação de profissional treinado, na freqüência de duas vezes por semana, com intervalo mínimo de 48 horas entre as sessões. Essa atividade não deve desenvolver dor. Benefícios da atividade física – Não se discutem mais os benefícios da atividade física nesse grupo etário, sejam saudáveis ou com patologia. O que devemos ter em mente é a maneira mais adequada para orientarmos esses exercícios, para que não ocorram efeitos deletérios em detrimento de esforço acima da capacidade de cada idoso. As atividades físicas aeróbicas regulares possibilitaram melhora significativa na aptidão física, avaliada pelo incremento do MET, VO2 máx e tempo alcançado no TE. Indivíduos sedentários apresentam alterações muito mais evidentes no consumo de oxigênio, em conseqüência do condicionamento, do que as observadas nas populações com vida ativa, independente da idade; isso pode ser explicado pelo fato de os sedentários partirem de níveis bem inferiores de VO2 máximo11. No grupo de coronariopatas, após programa de atividade física coordenado, observou-se incremento do VO2 máximo, mais intenso no grupo que não praticava atividade física antes e mais acentuado mais tardiamente, demonstrando que nessa faixa etária é necessário um tempo mais prolongado para que ocorram as modificações no organismo, que resultam em incremento da capacidade física12. Os benefícios nesse grupo são mais predominantemente periféricos do que relacionados com o coração, vistos pela relação MVO2/VO2, em que só houve modificação positiva no VO2. Com relação à pressão arterial, Hagburg et al. descreveram, após nove meses de treinamento com exercícios de baixa intensidade, em indivíduos com média de idade de 64 anos, diminuição significativa dos níveis tensionais13. Já Seals e Reiling observaram após um ano de atividades físicas, em indivíduos entre 50 e 74 anos, apenas modesta diminuição dos níveis tensionais14. Esses achados tornam-se mais intensos quando associados à redução do peso corporal e da ingesta de sódio. Ainda são muito controversos os benefícios da atividade física na PA nessa faixa etária, sendo necessárias maiores observações. Os exercícios ajudam a melhorar os reflexos osteoarticulares dos idosos, bem como retardar a progressão da osteoporose, principalmente em mulheres (associados a orientações alimentares e os raios solares da manhã). As vantagens não se restringem apenas à parte orgânica, ocorrem também efeitos positivos psicológicos, como aumento da auto-estima, confiança, o que permite maior integração desse grupo na sociedade. Muitas vezes nos vemos diante de um idoso com importante restrição física, associada a doença coronária importante, o que praticamente não permite a realização nem de pequenos esforços; porém, só o fato de dar caminhadas lentamente, mesmo sem melhora da aptidão física, fazer exercícios para aumentar o tônus de membros e conviver com um grupo que transmite mensagens positivas, permite maior integração desse indivíduo com o meio, como também a realização de tarefas mínimas, porém com independência (ex.: pequenas compras de supermercado, autonomia dentro de casa, etc). CONCLUSÃO Hoje em dia não se discutem mais os benefícios da atividade física na população de idosos, sempre programado s após avaliação clínica adequada e precedidos de um teste ergométrico (exceção apenas para os idosos saudáveis não submetidos a atividades físicas intensas). O programa de treinamento deve estar associado a medidas gerais (dieta alimentar, perda de peso, outras). O aquecimento e o resfriamento devem ser lentos e graduais; os exercícios propriamente ditos devem respeitar as restrições individuais, para evitar complicações. Com isso consideramos que todos os idosos devem praticar exercícios físicos, desde que não haja alguma restrição absoluta, sempre com o objetivo da melhoria da capacidade física, maior integração na sociedade, bem como maior equilíbrio na esfera psicológica.
REFERÊNCIAS
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5. Bruce RA. Multi-stage treadmill test of submaximal and maximal exercise. Appendix B in exercise testing and training of apparently healthy individuals: A handbook for physicians of the American Heart Association, 1972.
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 9. American College of Sports Medicine. Guidelines for graded exercise testing and exercise prescription. 4th ed. Philadelphia: Lea and Febiger, 1991.
 10. Fiatarone MA, O’Neill EF, Ryan ND. Exercise training and nutritional supplementation for physical frailty in very elderly people. N Eng J Med 1994;330:1769-75.
11. Hartley LH, Grimby G, Kilbom A. Physical training in sedentary middle-aged and older men. Scand J Clin Lab Invest 1969;24:335-44.
12. Kopiler DA. Benefícios da reabilitação cardíaca em coronariopatas acima de 60 anos. Tese de Mestrado, UERJ. Rio de Janeiro.
13. Hagburg JM, Montain SJ, Martin WH, Ehsani AA. Effect of exercise training in 60-69 year old persons with essential hypertension. Am J Cardiol 1989;64:348-53.
14. Seals DR, Reiling MJ. Effects of regular exercise on 24-hour arterial pressure in older hypertensive humans. Hypertension 1991;18:583-92.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ARTIGO


EVOLUÇÃO DO FUTEBOL NO BRASIL E NO MUNDO ATRAVÉS DA PREPARAÇÃO FÍSICA
EVOLUTION OF FOOTBALL IN BRAZIL AND THE WORLD THROUGH PHYSICAL PREPARATION

REGIVALDO JOSÉ DE SOUZA
ORIENTADOR (A)  FRANCISCO NAVARRO                                                    
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO-SENSU DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ - FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO: PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO.
UNIVERSIDADE ESTÁCIIO DE SÁ    
Rua: Da Poeira  nº 60 – apto 302 – Bloco A – Condomínio Zalman.  – Salvador Bahia. Cep: 40040520.   
Salvador, Turma 01267,  Entrega no dia 20/12/2014 

Salvador
2014

RESUMO  Os historiadores dividiram a história do futebol Essas primeiras manifestações do jogo de futebol são consideradas tentativas de dar origens mais remotas do que àquela estabelecida pelo senso comum: a Inglaterra do século XIX, para chegar ate os dias. No século anterior, um dos primeiros“ensaios” desse jogo aconteceu com o “mass football”,introdução a origem de preparação física é meio controversa. mas dizem que por volta de 1904, aconteceu uma evolução muito significativa no futebol quando equipes de são paulo começaram a tentar implantar treinamentos de preparação física que substituíram os repetitivos jogos coletivos entre os atletas de uma equipe, essa revolução foi muito importante, pois ate então, não existiam programas de preparação física para atletas de futebol.segundo paulo amaral, o pioneiro da preparação física, a preparação física era feita de forma simples, como se fosse um aquecimento, comparada com os tempos atuais. nos clubes e na seleção, os preparadores eram os técnicos.segundo (santos neto 2000), o importante a ser ressaltado era a preocupação com a força e não com a velocidade dos atletas.   atualmente a venda de preparadores físicos para o exterior vem aumentando cada vez mais, esse fato significa que, obviamente, o sistema da preparação física é valorizado e importante para o clube de futebol moderno.resultado o questionário de pesquisa foi aplicado para técnicos, auxiliares técnicos e preparadores físicos de times do campeonato brasileiro. na segunda pergunta, podemos observar que 82% dos técnicos e preparadores físicos entrevistados responderam que na parte tática evoluíram. discussão  durante o processo da pesquisa, buscou-se fundamentação para a importância da preparação física no futebol. a evolução nos sistema táticos em relação á condição física, 82% dos entrevistados responderam que houve evolução. segundo Sequeira, (2002), hoje em dia os modelos de jogo e os seus sistemas táticos exigem cada vez mais das capacidades físicas dos atletas.Conclusão   Através das análises realizadas e da opinião dos profissionais das áreas de fuebol, a preparação física é fator fundamental para um bom desempenho de uma equipe de futebol.Com esses dados é visível identificar que a preparação física é uma realidade no futebol profissional brasileiro e influenciou significativamente para a criação do futebol moderno. Concluímos que na atualidade a preparação física asseumiu um papel de grande importância no futebol mundial.
Palavras-chaves : Preparação física; Futebol; Atletas

Abstract Historians divided the history of football These first manifestations of the football game are considered attempts to give earliest origins than that set out by common sense: a nineteenth-century England, to get up day. In the previous century, one of the first "test" of this game happened to the "football mass", introducing the origin of fitness is kind of controversial. but they say that around 1904, there was a very significant development in football when sao paulo teams began trying to deploy fitness training that replaced the repetitive multiplayer games among athletes of a team, this revolution was very important because until then there were no physical education programs for athletes futebol.segundo Paulo Amaral, the pioneer of physical preparation, physical preparation was made simple, like a heating, compared with the current times. in the clubs and on the selection, the trainers were the técnicos.segundo (holy grandson 2000), the important thing to be noted was the concern with the force and not with the speed of the athletes. currently selling trainers abroad is increasing more and more, this fact means that obviously the system of physical preparation is valued and important to the football club moderno.resultado the survey questionnaire was applied to technicians, technical assistants and physical trainers in the Brazilian championship teams. the second question, we can see that 82% of respondents physical technicians and trainers responded that the tactical part evolved. discussion during the research process, we sought reasons for the importance of physical fitness in football. developments in tactical system in relation to physical condition, 82% of respondents said there was evolution. second Sequeira (2002), today the game models and their tactical systems increasingly require the physical capabilities of atletas.Conclusão Through the analyzes and opinions of professionals in fuebol, physical preparation is a key factor to perform well in a team futebol.Com this data is visible identify that physical preparation is a reality in the Brazilian professional football and influenced significantly to the creation of modern football. We conclude that at present the physical preparation asseumiu a role of great importance in world football.
Keywords: physical preparation; Football; Athletes

INTRODUÇÃO
Os historiadores dividiram a história do futebol  em 5 fases. Na primeira, o futebol rudimentar da Antiguidade praticado por povos da Ásia, América pré- colombiana e Europa; a segunda, na Idade Média e Renascença, onde antecedentes do futebol atual se desenvolveram na Inglaterra, França e Itália, até o século XVII; a terceira, marca um longo período de transição onde o esporte é introduzido nas escolas públicas da Inglaterra, do século XVII ao XIX; a quarta, marca o nascimento do futebol moderno numa taberna de Londres em 26 de outubro de 1863 e a quinta começa com a internacionalização do futebol e vem até os nossos dias atual. 
 A origem de preparação física é meio controversa. Mas dizem que por volta de 1904, aconteceu uma evolução muito significativa no futebol quando equipes de São Paulo começaram a tentar implantar treinamentos de preparação física que substituíram os repetitivos jogos coletivos entre os atletas de uma equipe, essa revolução foi muito importante, pois ate então, não existiam programas de preparação física para atletas de futebol.
Segundo Paulo Amaral, o pioneiro da preparação física, a preparação física era feita de forma simples, como se fosse um aquecimento, comparada com os tempos atuais. Nos clubes e na Seleção, os preparadores eram os técnicos.
Segundo (SANTOS NETO 2000), O importante a ser ressaltado era a preocupação com a força e não com a velocidade dos atletas.
De acordo com (BARROS, 1990), Finalmente, a primeira atuação de um preparador físico surgiu na Copa do Mundo de 1954, com a presença em algumas seleções de um elemento junto ao técnico, com a finalidade de dirigir os exercícios físicos da equipe (BARROS, 1990).
No Brasil, Paulo Amaral foi o primeiro preparador físico da Seleção Brasileira, ele foi formado pela Escola de Educação física em uma faculdade que só existia no Rio de Janeiro e em São Paulo. Era um ex-jogador de futebol, que dirigiu o treinamento físico da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1958 na Suécia e na Copa consecutiva no Chile em 1962, onde o Brasil conquistou seu primeiro titulo mundial e também bicampeão.
De acordo com (BARROS, 1990), Nessa época, havia o conceito de que o preparador físico deveria ser um homem forte, de hábitos rudes, e que deveria exigir o máximo dos jogadores em atividades estafantes, nas quais não se verificavam os aspectos científicos do treino físico. Imperava no Brasil a fase de preparadores físicos militares. Coronéis, majores, capitães, tenentes, sargentos ou até mesmo policiais civis proliferavam nos clubes. Essa fase durou por muitos anos e acarretou sérios problemas entre jogadores e militares.
Conforme (GONÇALVES, 1998), Com a criação do sistema de marcação homem a homem pela equipe inglesa, o condicionamento físico era fator preponderante para o sucesso deste esquema. A diminuição dos espaços era o objetivo principal. A Inglaterra demonstrou que o seu sistema era efetivo, com isso a preparação física a partir daquele momento tornou-se um aspecto importante e indispensável no planejamento de treinamento do futebol.
Hoje em dia, não existe nenhum clube do Brasil que não trate da preparação física como fator de extrema importância no futebol. Atualmente no Brasil, a preparação física ocupa 75% do peso específico dos treinamentos de futebol além de estar muito desenvolvida quando relacionada à ciência.
Os preparadores físicos brasileiros utilizam computadores, aparelhos modernos, satélites e equipamentos específicos, com uma braçadeira que é utilizada nos atletas que é monitorado através do sistema GPS e o outro é aparelho através do cadarço que mede a velocidade dos jogadores.
Nas últimas décadas a preparação física brasileira evoluiu muito com a medicina e as ciências do desporto, e também continua se desenvolvendo com estudos científicos, pelos especialistas em medicina do futebol. Enquanto no passado, a preparação física no futebol brasileiro era feita de forma simples, como se fosse um aquecimento, mas hoje, a preparação física é um fator imprescindível hoje, os princípios treinamentos são sustentados por conhecimentos científicos brasileiros sob um perfeito controle.
Atualmente a venda de preparadores físicos para o exterior vem aumentando cada vez mais, esse fato significa que, obviamente, o sistema da preparação física é valorizado e importante para o clube de futebol moderno.     
MATERIAIS E MÉTODOS
Este artigo caracteriza-se por uma pesquisa de revisão bibliográfa de caráter exploratório descritivo e de análise qualitativa sobre a preparação física nos diferentes posições do futebol moderno. Foram consultadas fontes bibliográficas como artigos e sites que tratam do tema da preparação física. Após a leitura o material foi selecionado e destacado os aspectos relevantes para a pesquisa.

RESULTADO
O questionário de pesquisa foi aplicado para técnicos, auxiliares técnicos e preparadores físicos de times do campeonato brasileiro.
Cabe ressaltar que na primeira pergunta sobre a adaptabilidade dos esquemas táticos em função da melhora da preparação física dos atletas, 96% responderam que “sim” para adaptabilidade dos esquemas táticos e acreditam que o fator principal que torna o esquema tático mais adaptável, foi á melhora da condição física.
Na segunda pergunta, podemos observar que 82% dos técnicos e preparadores físicos entrevistados responderam que na parte tática evoluíram. E na maioria dos casos as respostas foram que os atletas assimilaram melhor os esquemas, houve uma evolução no comando dos técnicos com o passar do tempo, e os atletas adquirem experiência internacional jogando fora do país e voltam mais disciplinados taticamente. Em consideração aos 18% contra, disseram que os atletas são indisciplinados taticamente e que no Brasil ainda é mais técnico do que tático. Os esquemas táticos consistem em determinar e estabelecer meios e planos de ação, para influenciar, controlar ou desviar o adversário do seu plano original, ou seja, necessita de uma percepção do jogador que ás vezes pode estar em situação de pressão, sem contar a grande e xigência física e psicológico
Na terceira e última questão sobre a importância da preparação física para as diferentes posições dos jogadores, os resultados apresentam maior importância para laterais com 9,5 sobre 10, depois meio-campistas com 9,2, atacantes com 9,1, zagueiros 9,0 e goleiros apresentado 8,7 sobre 10. Essa questão mostra claramente a importância da preparação física para os futebolistas na visão dos entrevistados. A capacidade física é considerada um fator importante para o sucesso de jogadores de futebol
Na questão 3 há uma de diferença de importância na opinião dos entrevistados nas posições dos jogadores. Os laterais e meio-campistas tem maior deslocamento na partida e pode ser explicado pelas funções táticas exercidas por estes atletas, pois tem a função tanto de ataque quanto de defesa. Em relação aos zagueiros e atacantes, suas posições são adequadas conforme as funções táticas relacionadas a um setor restrito do campo, o setor defensivo para os zagueiros e o setor ofensivo pelos atacantes. Os goleiros além de realizar treinamento diferenciado, apresentam movimentação diferente durante uma partida, daí um número relativamente menor comparado às outras posições.
A seguir 3 gráficos com as respectivas perguntas referentes a condição física, a evolução e a importância em cada posição na preparação física. As tabelas indicam em números a importância do condicionamento físico.
Grafico I: Os sistemas táticos são adaptáveis em função da preparação física.
Grafico II: Opiniões sobre a evolução da preparação física na parte do sistema tático.
Grafico III: A importância da preparação física nas posições
DISCUSSÃO 
           Durante o processo da pesquisa, buscou-se fundamentação para  importância da preparação física no futebol.
          Os fatores mais observados durante a aplicação do questionário para saber dos técnicos e preparadores físicas que foram entrevistados, na grande maioria, acreditam que o jogador de futebol melhora o seu desempenho se ele tiver com   sua preparação física em dia, sendo que 96% acreditam que o fator principal é a melhora da preparação física do jogador, por meios científicos que ao longo do tempo, tem sido fundamental na exploração, mediação e direcionamento dos potenciais individuais dos jogadores. Para Guerra, (2001). A evolução nos sistema táticos em relação á preparação física, 82% dos entrevistados responderam que houve evolução. Segundo Sequeira, (2002), hoje em dia os modelos de jogo e os seus sistemas táticos exigem cada vez mais é ensigida a preparação físicas dos atletas. Porém, os entrevistados acreditam que se criou ao longo do tempo uma multifuncionalidade para o atleta, como citado por Santos, (1999), que os laterais modernos são defensores e ataquante em alguns momentos do jogo, que o zagueiro deve saber jogar como meio-campista e tornarem-se defensores em determinadas situações de jogo.  
CONCLUSÃO 
          Através desse trabalho podemos análisa as opiniões dos profissionais das áreas do fuebol, que a preparação física é um fator fundamental para um bom desempenho de uma equipe de futebol.
Isso acabou tornando o atleta multifuncional, ou seja, os laterais são marcadores e atacantes, como pontas ou elementos surpresa pelo meio campo, volantes e meias que compõem o meio-campo interagem entre si na parte de criação e marcação, os zagueiros atualmente, marcam muitos gols pela liberdade nos sistemas de jogo e atacantes hoje marcadores quando o time está sem a posse de bola e criadores e finalizadores.         
            Com esses dados é visível identificar que a preparação física é uma realidade no futebol profissional brasileiro e influenciou significativamente para a criação do futebol moderno.
Concluímos que na atualidade a preparação física assumiu um papel de grande importância no futebol mundial.


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DECLARAÇÃO DE FÉ PÚBLICA


Eu, Regivaldo José de Souza  produzido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Programa de Pós-Graduação Lato Sensu da Universidade Estácio de Sá, Fisiologia do Exercício: Prescrição do Exercício declaro, por FÉ PÚBLICA, assinado e datado, que este documento deste estudo que entrego como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi redigido em termos de originalidade, conforme instruções acadêmicas e científicas e respondo dessa forma sob as penas da lei.



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LOCAL E DATA

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Assinatura do autor