quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A GREVE ESCOLAR CHEGOU: O QUE DEVO FAZER?

A GREVE ESCOLAR CHEGOU: O QUE DEVO FAZER?

Greve escolar, salas de aula vazias

Diante das más condições proporcionadas pelo governo à educação escolar, a única forma de chamar a atenção para essa precariedade educacional é por meio da greve escolar promovida pelos professores.

Normalmente a greve é vista como um período de férias, em que ocorre total desconexão das atividades escolares, porém essa não deve ser a concepção seguida, pois a greve é feita no decorrer das atividades escolares, sem um prévio fechamento daquilo que estava sendo ensinado. Dessa forma, os conceitos que estavam sendo ministrados não recebem um tratamento final a fim de proporcionar uma aprendizagem ideal, ou seja, os conceitos ainda estão sendo formados. Por isso é importante que, em meio a uma situação de greve, você não deixe que seu filho abdique totalmente de suas responsabilidades escolares.

Vale ressaltar que o processo de ensino e aprendizagem não ocorre apenas no âmbito escolar, afinal o meio em que o indivíduo está inserido contribui para sua formação. Diante de tal fato é importante que os pais compreendam e exerçam o seu papel formador e proporcionem um ambiente que incentive e estimule os estudos. Sendo assim, existem certas posturas que podem contribuir para a aprendizagem daqueles que estão em greve, sem que você precise tirar os momentos de diversão de seus filhos.

1) Busque elementos das atividades, das brincadeiras de seu filho para relacionar com atividades escolares.
Não o proíba de brincar e se divertir e nem o obrigue a estudar de forma pragmática e desmotivadora. Para isso, observe quais são as atividades que seu filho exerce no dia a dia e promova uma reflexão pautada em assuntos educativos para que ele reflita e exercite aquilo que aprende na escola.
Fazendo isso você poderá estimular seu filho a treinar a escrita, por exemplo, produzindo pequenos textos relatando as suas atividades ou acontecimentos que ocorreram no seu dia. Utilizando os desenhos animados como exemplo, podemos ter as seguintes situações: Qual foi a história que ele assistiu nos desenhos, ou o que ele aprendeu de novo naquilo que assistiu. Com isso você estará estimulando a escrita de seu filho sem que ele perceba que está realizando uma atividade de caráter pedagógico.

2) Estimule a leitura e a obtenção de informações.
Promova a leitura levando seu filho até bibliotecas, gibitecas, ou ambientes que possuam diversas pessoas buscando informações através da leitura. A leitura é uma atividade que estimula de forma ampla o intelecto (tanto o português em si quanto as informações contidas naquilo que está sendo lido).
Promova passeios que normalmente não são feitos pela escola: museus, galerias de arte, zoológicos e mostre que o conhecimento adquirido na escola não se limita aos livros didáticos, que eles são bem amplos e estão presentes fora do ambiente escolar. Aproveite esses momentos para estimular seu filho a debater os assuntos pertinentes ao passeio e até mesmo produzir textos relacionados ao que ele mais gostou na atividade.
3) Envolva-os nas atividades diárias da casa.
Atribua tarefas ao seu filho de modo que ele possa participar e compreender o que perpassa o dia a dia dos pais e assim compreender melhor a importância dos estudos para que se possa gerenciar uma família. Para isso, peça que ele ajude a fazer a lista de compras do supermercado, aplicar os conhecimentos matemáticos para organizar o orçamento da família, calcular os gastos com as contas de água, energia, etc.

4) Estude com o seu filho os conteúdos anteriores.
Para que não se perca a continuidade do que foi estudado nas aulas antes da greve, peça que seu filho relate o que foi estudado, ou até mesmo tente explicar parte dos conceitos que aprendeu. Peça que ele faça um ou dois exercícios do livro didático que estão relacionados com aquilo que estava estudando, pois, assim, quando as aulas voltarem, ele não ficará perdido quando o professor der continuidade àquilo que estava sendo estudado.

5) Dialogue acerca das informações e situações que são abordadas nos telejornais, revistas e até mesmo elementos educativos presentes nos gibis.
Promova uma discussão sobre o que acontece no mundo, mostre ao seu filho que é importante saber o que ocorre na civilização e também ter um senso crítico quanto a estes acontecimentos. Portanto, dialogue com ele, peça que diga o que pensa sobre determinado acontecimento ou determinado assunto, direcione perguntas para que ele reflita e passe a trabalhar a sua própria opinião.

6) A tecnologia em prol da educação.
A tecnologia nos últimos anos se tornou bem acessível, fazendo com que as crianças tenham acesso à internet com uma idade cada vez menor. Com isso, incentive-os a visitar sites educativos, pois estes possuem o conteúdo de uma forma diferenciada e divertida fazendo com que seu filho possa se interessar mais ainda pelos estudos.

Note que essas não são posturas que devem ser adotadas apenas quando a escola estiver em greve, mas que podem ser constantemente usadas para a formação de um aluno dedicado e interessado aos estudos.
Por fim, não deixe que seu filho critique ou fale mal de seus professores por causa da greve. Faça-o compreender a importância daquela atitude para a construção de uma realidade educacional melhor. Se essa questão não for trabalhada, seu filho poderá ficar com raiva dos professores, prejudicando a aprendizagem, pois ele não valorizará o trabalho feito por eles e consequentemente não valorizará aquilo que lhe é ensinado.

Por Gabriel Alessandro de Oliveira
Graduado em Matemática
Equipe BrasilEscola.

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA POR UM ENSINO DE MELHOR QUALIDADE

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA POR UM ENSINO DE MELHOR QUALIDADE

A cada início do ano letivo, ressurge por parte dos pais a preocupação por um ensino que possa atender melhor as expectativas quanto ao aprendizado dos filhos. 

Diante disso, surge a necessidade de se fazer uma pesquisa em relação aos preços ofertados, como também ao nível qualitativo do ensino oferecido. 

Alguns pontos devem ser relevantes no momento da escolha, para que os resultados tornem-se eficazes, havendo, portanto, a concretude da aprendizagem e o bom desempenho dos educandos como cidadãos aptos a enfrentar a realidade social que os cerca. 

Entre os mesmos destacam-se: 

# O conhecimento pela proposta pedagógica, pois assim haverá uma maior interação quanto ao trabalho que será desenvolvido, relacionando-o com a meta estabelecida. 

# A importância pela informação sobre os índices de repetência e de evasão, haja vista que esta ocorrência implicará diretamente na qualidade do ensino e na falta de competência da escola em não promover uma solução viável para a problemática. 

# A necessidade de haver uma maior interação entre pais e filhos, no intento de avaliá-los no que se refere ao grau de satisfação pela escolha do lugar onde permanecerão boa parte de sua vida (a escola). 

# A verificação de fontes alternativas que possibilitem o efetivo aprendizado por parte dos alunos, como a implantação de um reforço escolar. É necessário que a escola disponha destes recursos para que não haja altos índices de repetência, priorizando sempre a qualidade dos serviços por ela oferecidos. Tal medida deverá levar em consideração que o aluno é dotado de particularidades específicas, e são seres ímpares perante o contexto escolar. 
# A informação se a escola investe na capacitação dos professores, tendo em vista que tanto a aprendizagem quanto o ensino se dá de maneira dinâmica. Portanto, é de fundamental importância que os educadores estejam aptos para enfrentar esse dinamismo. 
Em suma, a escolha por um bom estabelecimento de ensino é fator decisivo no bom desempenho do aluno, pois na maioria das vezes os pais se deixam levar pelas impressões causadas diante do espaço “físico” da escola, deixando em segundo plano a qualidade de ensino proporcionado pela mesma. 

Atividades extracurriculares são bem aceitas, mas o essencial é que a escola esteja preparada para capacitar seus alunos, tornando-os seres mais conscientes e críticos diante da sociedade em que se inserem.
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

A IMPORTÂNCIA DA BOA POSTURA PROFISSIONAL

A IMPORTÂNCIA DA BOA POSTURA PROFISSIONAL

Em meio à convivência proferida no ambiente escolar, salienta-se, de forma inegável, o fato de que o professor é concebido como um referencial para seus alunos. Obviamente que tal concepção tanto pode ser contemplada de forma positiva, quanto negativa. 

Tendo em vista que o educador, teoricamente, deve ser o centro das atenções, o mesmo torna-se alvo de constantes avaliações. E tal afirmativa funde-se com a importância a que se deve à constante vigilância no que se concerne à imagem pessoal, uma vez que esta reflete diretamente no bom profissionalismo. 

Muitas vezes, atitudes dizem mais do que qualquer discurso, daí a necessidade de as mesmas serem proferidas mediante a uma postura correta e coerente, partindo do pressuposto de que o respeito, a justiça e a moral são elementos primordiais inerentes à conduta cotidiana ética, referente a todo ser humano. 

O referencial anteriormente mencionado muitas vezes é atribuído em consonância com o surgimento de possíveis obstáculos, dentre os quais, o posicionamento adotado pelo educador é automaticamente contestado ou aplaudido por parte dos educandos. 

Com base nestes postulados, ressalta-se a importância de o educador repensar constantemente suas práticas pedagógicas, procurando aprimorá-las sempre que necessário. Bons exemplos, confiança e autoridade são virtudes conquistadas de acordo com o decorrer da convivência. 

Ao assumir uma postura profissional adequada, o educador deverá se ater à importância de se instaurar um clima de reciprocidade, principalmente no que se refere ao respeito. Sendo assim, tal possibilidade se concretizará efetivamente, tendo ele como principal agente de todo o processo. 
Primeiramente, antes de conquistar o respeito, é necessário se dar ao respeito, e certas atitudes acabam comprometendo os objetivos propostos. Portanto, algumas medidas tendem a colaborar para que os mesmos sejam concretizados de forma plausível. Entre elas destacam-se: 

# Evitar que sejam proferidas palavras de baixo calão no ambiente de sala de aula, pois tal atitude denota falta de respeito para com os alunos; 

# Saber contornar de forma autônoma e dinâmica os possíveis obstáculos provenientes das relações interpessoais, bem como dos resultados advindos do processo de ensino-aprendizagem; 

# Procurar cumprir com os prazos preestabelecidos quanto à entrega de resultados referentes a trabalhos, avaliações, seminários e outras atividades extraclasse. Posturas como estas conferem confiabilidade. 

# Cumprir com regras previamente estabelecidas, seja de forma coletiva ou individual, uma vez que a atitude mantém o instinto de autoridade, fato indispensável na preservação do instinto de liderança.
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

A HOMOFOBIA NO AMBIENTE ESCOLAR: UMA RELEVANTE DISCUSSÃO SUGESTÕES PARA PAIS E PROFESSORES A homofobia no ambiente escolar se concebe como uma realidade pontual, tornando-se necessárias medidas urgentes para o combate de tal prática.

A HOMOFOBIA NO AMBIENTE ESCOLAR: UMA RELEVANTE DISCUSSÃO

A homofobia no ambiente escolar se concebe como uma realidade pontual, tornando-se necessárias medidas urgentes para o combate de tal prática.
Angariando casos representativos, cujo intuito é promover o sustentáculo necessário para a discussão posta em xeque, imagineuma situação vivenciada na sala de aula, assim materializada:
À frente se encontrava o professor e com ele sua proposta pedagógica a ser ministrada naquele dia, cujo assunto dizia respeito ao caráter polissêmico das palavras, ou seja, as múltiplas nuances de significado que um determinado vocábulo pode adquirir, levando em conta o contexto em que se encontra inserido. Como exemplo, o professor resolvidíssimo optou por apresentar uma frase que muito se encaixava com a situação que por ora desejava dar ênfase:
“CORTO CABELO E PINTO”.
Ora,desde o sentido denotativo, perpassando por vias subjetivas de análise e dando uma voltinha lá para as “bandas” do sentido pejorativo (inevitável, por sinal), a conclusão a que se chega é que múltiplas mesmo são as interpretações que podem ser extraídas de um contexto linguístico como esse.  Assim, aproveitando desse caloroso minuto pejorativo, eis que várias mãos se levantaram afirmando que o determinado colega (xxxxxx) gostaria de ser avisado de um local como esse do anúncio, pois a intenção era justamente realizar a mudança de sexo. É de crer que comentários como esse, ainda que injustificáveis e inaceitáveis, não foram proferidos por mera concepção, ou seja, a materialidade do ato comunicativo tinha resquícios em uma constatação oriunda da opção sexual declarada pelo aluno. Eis que assim, partindo de um exemplo real como esse, não podemos cruzar os braços e esperar que as atitudes de repulsa em relação ao caso em questão adquiram contornos ainda mais intoleráveis e mais graves, considerando que além de uma atitude homofóbica, revela uma prática de bullying, brutalmente disseminado, hoje, no ambiente escolar.  

Caro(a) educador(a),uma vez situado(a) nesse contexto, levantemos a seguinte discussão: a homofobia no ambiente escolar  se revela como um caso pontual, devendo, portanto, ser tratada com mais zelo e com mais atenção por parte da comunidade escolar como um todo e por parte, também, da própria família, ainda que o despreparo para tal seja evidente e tamanho.  Despreparo porque falar sobre diversidade sexual numa sociedade “impostamente” demarcada pela heteronormatividade é, sem dúvida, um grande desafio, desafio esse que, em virtude muitas vezes do silêncio gerado pelos próprios educadores em não saber lidar com a situação, o que se cultiva são apenas as lacunas deixadas em branco – fazendo com que perspectiva alguma seja implantada em prol de uma mudança rápida e necessária.
Se por um lado tais lacunas assim se mostram, ou seja, isentando-se de quaisquer medidas, tanto preventivas como corretivas, por outro, elas se mostram completamente preenchidas, completas pelos “frutos” que se colhem dessa terrível prática, materializados pela segregação, pelo déficit de aprendizagem, pela evasão escolar, pela timidez, pelo silêncio da pessoa afetada, pelo culto à discriminação, à estigmatização, à ausência da autoconfiança, ao desinteresse, cujos “rendimentos” dessa investidura apenas culminam no insucesso, nada mais. Dessa forma, esse insucesso, provavelmente mais tarde, refletirá na dificuldade da inserção no mercado de trabalho, na redução de oportunidades, uma vez que a carga subjetiva da vítima também se abala consideravelmente, sem falar na vulnerabilidade que a leva a se tornar mais propensa a assédios de toda ordem, abusos, chantagens, tornando-se invisível ou visivelmente distorcida por todos com quem convive.
Acerca de tais considerações, acreditamos que medidas pedagógicas associadas a técnicas didáticas podem e devem ser o quanto antes implantadas, no sentido de fazer com que a diversidade sexual seja estabelecida e a homofobia combatida. Imbuídos então nesse propósito, eis algumas delas, as quais acreditamos se conceberem como pertinentes:
* Promover o acolhimento dos jovens que, por um motivo ou outro, mostrem-se dotados de um comportamento fora dos padrões ditados pela sociedade;
* Procurar reprimir ou até mesmo tomar medidas mais cautelares acerca de comentários preconceituosos advindos de outros colegas de classe;
* Procurar, sempre que necessário, promover a participação dos pais nas discussões sobre homofobia e sobre a diversidade sexual na escola;
* Propor atividades que promovam a interação daqueles alunos que se mostram mais tímidos;
* Nos debates realizados, procurar manter a discussão mais generalizada, sem adentrar nas individualidades dos educandos;
* Apresentar dados estatisticamente comprovados acerca de pesquisas socioculturais;
* Estabelecer uma concordância entre os alunos sobre a não divulgação de tudo que for discutido, com vistas a evitar comentários maldosos no recinto escolar, bem como fora dele.
Como se vê, tais procedimentos tendem a fortalecer competências por parte da comunidade escolar, além de cursos de capacitação profissional e implantação de políticas públicas para que se tornem efetivas essas medidas, tão importantes quanto necessárias.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA

A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA


A experiência do espelho proporciona a autodescoberta durante o desenvolvimento da criança.
A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam. 

Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.

O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro. 
Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos: 

• Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede). 
• Tempo previsto: 15 a 20 minutos. 
• Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças. 
• Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL I EDUCAÇÃO FÍSICA Segundo a LDB, a educação brasileira deve estar estruturada em três etapas. Clique e conheça-as!

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Segundo a LDB, a educação brasileira deve estar estruturada em três etapas. Clique e conheça-as!
RESUMO
Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), a educação brasileira deve estar estruturada em três etapas: Educação Infantil (creches e pré-escolas), Ensino Fundamental (9 anos) e Ensino Médio (3 anos). E em todas essas etapas o ensino da Ed. Física é obrigatório. Não apenas a LDB mais o ECA (estatuto da criança e do adolescente) também deixa clara essa obrigatoriedade dizendo que a criança e o adolescente tem direito a educação, a cultura, ao esporte e ao lazer. O brincar da escola é de suma importância e se diferencia ao brincar de casa por serem trabalhados com objetivos e não brincar por brincar.
Palavras chaves: Educação física, criança, brincar, atividade.
ABSTRAC:
According to the LDB (Law of Directives and Education Bases), Brazilian Educational system should be structured in three stages: Childhood Education (daycare and preschool), Elementary school (9 years) and High School (3 years). And in all these stages the teaching of Physical Education is mandatory.
Not just the LDB more ECA (statute of child and adolescent) also makes clear the obligation by saying that the child and adolescents have the right to education, culture, sports and leisure.
The playing activities at school is of utmost importance and differentiates to play at home, because the activities are guided by goals and not play by play.
Keywords: Physical education, child, play, activities.
RESUMEN
Según la LDB (Ley de Fundaciones Educacionales y Directrizes), la educación brasileña debe ser estructurada en tres etapas: Educación Infantil (guardería y pré-escolares), Educación Primaria (9 años) y em la Escuela Media (3años). Y en todas estas etapas la enseñanza de Educación Fisica es obligatoria. No sólo  la LDB más en el ECA (Estatuto del niño y del adolescente) también deja en claro la obligación diciendo que el niño y el adolescente tiene derecho a la educación, la cultura, el deporte y el ocio. El brincar de la escuela ES importantíssimo y es diferente a el de casa por su trabajo con objetivos y no solamente brincar por brincar.
Palabras claves: Educación Fisica, Niño, Brincar, Atividad.
1 INTRODUÇÃO:
De acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da educação) a organização do ensino no Brasil deve ser dividida nas seguintes etapas, são elas:
  • Educação Infantil – creches (de 0 a 3 anos) É gratuita, mas não obrigatória. E pré-escolas (de 4 e 5 anos) – gratuita.
  • Ensino Fundamental – anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e anos finais (do 6º ao 9º ano) – É obrigatório e gratuito.
  • Ensino Médio – O antigo 2º grau (do 1º ao 3º ano).
  • Ensino Superior
O Ensino Fundamental I compreende o 1º ano (antigo CA) até o 5º ano (antiga 4ª série). A faixa etária dos alunos vai de 6 anos até aproximadamente 10 anos. Não levando em consideração a distorção série idade.
É nesta faixa etária que acontecem diversas transformações no desenvolvimento infantil, por isso, os estímulos devem ser constantes, o “novo” deve ser sempre inserido no cotidiano da criança para que ela aprenda a lidar com as situações do dia-a-dia e a vencer os obstáculos que surgirão. Além disso, o “corpo físico” também deve ser educado. “Tudo o que tem influência na conduta e na personalidade é Educação” (CONFEF, 2006).
De acordo com Freire (1992), o movimento corporal deve ser interpretado como um recurso pedagógico valioso no ensino fundamental, especialmente no primeiro segmento do ensino, pois “a mão escreve o que a mente pensa a respeito do mundo com o qual a criança interage” (Freire, 1992, p. 81).
  1. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.
“A LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 20 de Dezembro de 1996, tornou obrigatório o ensino da Educação Física escolar nas escolas de ensino básico” (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). (PLANALTO, 2006), antes era obrigatório apenas a partir do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio. Porém essa falta de obrigatoriedade não respeitava o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990), nele diz que “a criança e o adolescente tem direito a educação, a cultura, ao esporte e ao lazer” (APOSTILAS & CURSOS, 1990 p.6) também contrariava a Carta Internacional da Educação Física e do Desporto (aprovada em 21 de Novembro de 1978 pela conferência geral da UNESCO em sua 20ª reunião, celebrada em Paris), que diz em seu artigo 1º que “é direito fundamental de todo ser humano de praticar Educação Física e o desporto”(CONFEF, 2006).
De acordo com BARBOSA (2001 p.19)
É esse poder legal, representado por leis e decretos, que confere a Educação Física o “status” de disciplina obrigatória do currículo escolar da Educação Básica, permitindo que sua ação pedagógica se exerça com autoridade e legitimidade, ainda que construídas sobre conceitos estereotipados e comprometidos com interesses capitalistas.
BRANDÃO (1980 apud JERONIMO, 1998, p.4), diz que a Educação Física escolar:
É importante, pois educa pelo movimento o individuo por completo. Por isso a Ed. Física não educa o físico, educa o movimento que o corpo realiza. [...] Através da Ed. Física escolar o individuo poderá se tornar capaz de pensar, sentir e realizar os movimentos. Poderá ser capaz de criar meios para satisfazer-se de maneiras prazerosas em seus momentos de lazer. Por isso também a Educação Física é educação.
Desta forma considera-se que “a educação física escolar está na formação das crianças, principalmente enfatizando o quanto pode ser importante à motricidade para o desenvolvimento da inteligência, dos sentimentos e das relações sociais” (FREIRE, 1992 p.15).
COSTA (1983 apud JERONIMO, 1998, p. 4) diz que “a Educação Física praticada nas escolas de 1º grau, assume a formação integral do homem ajuda-o a conhecer-se, dominar-se, a relacionar-se com os outros e com o mundo e buscar, a sua autonomia”.
A nossa sociedade, em grande parte, vê a Educação Física escolar como “uma disciplina responsável apenas pela prática de treinamento desportivo e pela prática recreativa e/ou de lazer” (BARBOSA, 2001 p. 17), sem se interessar com a real finalidade e importância da disciplina. Veem apenas como aula de recreação. Há casos de pais que acham que a Educação Física é aula de bagunça, sem conteúdo, dizem: “brincar, meu filho brinca em casa” ignorando ou mesmo desconhecendo o seu verdadeiro propósito. Que professor de Educação Física nunca escutou de colegas de trabalho (outros professores e funcionários da mesma unidade de trabalho) a seguinte colocação: “Agora vocês vão pra aula de recreação”? ou até mesmo “ a (o) tia (o) de recreação chegou”. Geralmente acontece com os profissionais da Ed. Infantil ou aqueles que não têm conhecimento sobre a Ed. Física. São poucos os professores das outras áreas que reconhecem de fato a importância da disciplina, em alguns casos acham que é importante apenas para tira-los de sala por algum tempo para que o (a) professor (a) da sala possa descansar.
A Ed. Física na escola é considerada por muitos (sociedade e integrantes da própria instituição de ensino) como um momento de brincadeiras jogadas e sem sentido ou como treinamento desportivo onde as relações entre professores e alunos passam a ser vista como: “professor-treinador e aluno-atleta” (MATTOS e NEIRA, 2000 p. 10). Isto contribui para “colocar os alunos como ‘máquinas de rendimento’ as quais tem por fim atingir a capacidade de obtenção dos melhores resultados nas competições interescolares” (COSTA, 2003). Essa Ed. Física era pertinente nas décadas de 70, 80 e não a Ed. Física de hoje, que ao longo dos anos foi evoluindo e se modificando, através de pesquisas e estudos e finalmente somos reconhecidos como educadores, apesar de muitas pessoas ainda ignorarem essa conquista.
Os PCNs de 1997 colocam que a prática da Educação física na escola poderá favorecer a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando o esforço, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações, sabendo distinguir situações de trabalho corporal que podem ser prejudiciais a sua saúde.
Por esse motivo deve estar integrada em todos os planos da educação. No PPP da escola, nos planejamentos de secretarias de educação e em todas as outras áreas que tenha por finalidade a educação.
Atualmente a escola possui a tarefa de desenvolver no aluno habilidades para que ele se integre e viva na sociedade.
ETCHEPARE; PEREIRA; ZINN, (2003 apud GARCIA e COICEIRO, 2010, p. 1) dizem que:
Nesse caso, a Educação Física Escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve ensinar a importância do movimento humano, suas causas e objetivos, e criar condições para que o aluno vivencie esse movimento de diferentes formas para que possa usá-lo no seu cotidiano, dentro e fora da escola.
No Fórum mundial sobre a Educação Física que aconteceu em Berlim (1999), verificou-se que a educação física necessita de:
“Professores bem formados e qualificados, nas escolas e nos estabelecimentos de ensino”;
Horários fixos no programa escolar, para todas as crianças e adolescente;
Equipes e espaços suficientes;
Que se dê apoio aos professores e as escolas para que se possa ter uma educação física de qualidade.
Aceitação dos demais profissionais das escolas.
A adoção dessas medidas é fundamental para que os conteúdos de ensino de Educação Física Escolar sejam trabalhos juntos aos discentes de forma mais eficaz.
  1.  EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E A LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO (9394/96).
A LDB em seu artigo nº 26 § 3º fala da inclusão da Ed. Física como componente curricular obrigatório da educação básica, “A Educação Física integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar sendo facultativa nos cursos noturnos” (BRASIL, MEC, Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 1999, p. 45). 
Apesar da lei (que foi sancionada em 1996), a realidade da Ed. Física no nosso país é outra. Na educação infantil, é frequente se ver escolas (privadas ou públicas), que não ofereçam a Ed. Física aos alunos. Algumas escolas oferecem ao 1º ciclo do ensino Fundamental (1º ano ao 5º ano), porém, se vê disciplina frequentemente, apenas no 2º e 3º ciclo (Fundamental II e Ensino Médio). A afirmativa acima não se dá principalmente em escolas da rede pública, a qual deveria dar o exemplo. Estados e Municípios, através de suas secretarias de educação, não interpretam a lei como ela realmente é.
2.2 EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA ED. INFANTIL E NO 1º CICLO DO ENSINO FUNDAMENTAL, QUEM DEVE APLICAR?
O CONFEF (Conselho Federal de Ed. Física) diz em seu 2º capitulo art. 9º que:
O profissional de Educação Física é especialista em atividades físicas, nas suas diversas manifestações- ginásticas, exercícios físicos (...) lazer, recreação (...) sendo de sua competência prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde(...).
É fato que a Educação Física, seja ela na escola ou em qualquer outro local, deve ser aplicada por um profissional devidamente graduado em Ed. Física. Porém, se analisarmos, não é o que acontece na educação infantil e nem no 1º ciclo do ensino fundamental. A função de introduzir as “brincadeiras” acaba ficando para a (o) profª (º) regente da classe. O PCN da EF diz que o aluno deverá ser capaz de enfrentar desafios corporais em jogos e brincadeiras, respeitando regras; interagir com os colegas sem discriminar por razões físicas, socioculturais ou de gênero; enfrentar situações de competição respeitando regras; estabelecer relações entre a prática de exercícios e a saúde; valorizar e vivenciar manifestações da cultural corporal de maneira receptiva.
De acordo com a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira (LDB 9394/96), a Educação Física deve estar presente em todo o Ensino Básico, sendo componente curricular obrigatório da Educação Infantil ao Ensino Médio (LDB, art. 26, § 3º).
A respeito da formação profissional exigida para lecionar na educação básica, a LDB admite nível superior para profissionais de Ed. Física, como formação mínima.  Para o exercício do magistério na educação infantil e no 1º ciclo do ensino fundamental a modalidade Normal, oferecida em nível médio (Art. 62).
Porém, de acordo com o texto da lei, gera-se uma brecha nela, possibilitando a atuação de dois profissionais nesta função. O (A) Profº (ª) regente, com formação em curso Normal e/ou com nível superior em Pedagogia, e o (a) professor (a) especialista, graduado em licenciatura plena em educação física, também em nível superior.
Sendo assim, quem deve ministrar as aulas de educação física nessas séries?
Na LDB, encontramos de forma explícita a obrigatoriedade da educação física em toda a Educação Básica, isto é da Educação Infantil ao Ensino Médio. Mais não diz qual profissional é responsável pela aplicação da matéria.
Na Educação Infantil e no 1º ciclo do ensino Fundamental, é costume que haja apenas um professor para as matérias. E não um professor de história para lecionar história, um matemático para o ensino da matemática... Mas será que esses professores estão preparados para ministrar as aulas de Ed. Física?
Segundo Devide (2013), “como um profissional de educação, sem formação superior em EF, terá condições de desenvolver um trabalho com os seus alunos, com fins de atingir sequer uma pequena parte destes aspectos propostos pelo PCN de EF?”
Há alguns anos atrás, era comum que os cursos de graduação em pedagogia, não tivessem tanta preocupação com o ensino da Ed. Física, hoje em, dia isso vem mudando, sendo clara a atual preocupação em dar bases aos futuros pedagogos no que diz respeito a Ed. Física. Porém, essa base diz respeito à orientação e não a aplicação real da disciplina.  Segundo Sayão (2002) falta ao educador à vivência de experiências corporais lúdicas através da brincadeira e dos jogos, para completar a sua ação pedagógica com as crianças.
No que diz respeito aos cursos de Formação de professores (Ensino Médio) Ayoub (2005) afirma que “temas relacionados à área da educação física raramente são estudados nos cursos de formação de professores, ou, quando são, acabam sendo abordados equivocadamente de forma reducionista (p.144)”.
Sabe-se que o curso normal do ensino médio e o normal superior são frágeis e na maioria das vezes não instrumentaliza os futuros professores a atuarem com a Ed. Física no primeiro segmento de ensino (Freire, 1992). Muitas vezes, inclusive, as aulas destes cursos reproduzem aulas tradicionais, em que o aspecto motor, com ênfase no esporte como conteúdo central, a execução de fundamentos esportivos, a performance técnica e o ensino de regras são os objetivos finais, balizando critérios de avaliação (Barbosa, 1999).
O profissional de Ed. Física deve ainda estar atento às fases do desenvolvimento motor, para criar aulas cada vez mais atraentes e conseguir assim obter êxito nos objetivos propostos.
Sendo assim, se o profissional de Ed. Física estuda, se capacita para tal por que deixar que outros profissionais ministrem as aulas?
Além disso, o CONFEF (Conselho Federal de Educação Física), junto com os CREF´s (Conselho Regional de Educação Física) diz em seu estatuto, que as atividades físicas devem ser ministradas por profissionais graduados em Ed. Física, sendo considerado exercício ilegal da profissão quando ministradas por não profissionais da área. Deixa claro em seu capítulo II 8º artigo, as atribuições do profissional de Ed. Física.
Compete exclusivamente ao profissional de Ed. Física, coordenar, planejar, programar, prescrever, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, orientar, ensinar, conduzir, treinar administrar, implantar, implementar, ministrar, analisar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como, prestar serviços de auditoria,consultoria e assessoria realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas, desportivas e similares.
O CONFEF define atividade física sendo “todo movimento corporal voluntário humano, que resulta num gasto energético acima dos níveis de repouso, caracterizado pela atividade do cotidiano e pelos exercícios físicos”.
  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Figura 1: Fases do desenvolvimento motor.
Quadro próprio.

Cada faixa etária acima mencionada tem sua fase própria e importante no desenvolvimento, por isso cada uma delas deve ser respeitada, Cabe ao profº conhecer cada uma dessas fases e respeitar suas individualidades e o tempo de cada criança, e neste aspecto o profº de Ed. Física é o que melhor se encaixa nessa afirmativa, já que o mais preparado dos profºs no que diz respeito a psicomotricidade. As crianças da educação infantil e do ensino fundamental I estão em fase de formação, de busca de conteúdos. São nessas fases que acontecem à preparação para o mundo externo, para a alfabetização, para o aprendizado em geral, para o desenvolvimento motor, etc. Daí a importância das aulas de Ed. Física nos anos iniciais.
O Brincar da Ed. Física se diferencia ao de casa pelo fato de ser um brincar instruído, ensina, por exemplo, como movimentar o corpo, na escola o aluno está sendo instruído, monitorado o tempo todo.
O brincar, que acontece com frequência nas aulas de Ed. Física, é de suma importância para o aprendizado dos conteúdos escolares, sendo contrário à forma somente falada da educação.
VALLE (2010, p. 26) citando Vygotsky diz que:
Vygotsky explica que, ao brincar, a criança interpreta as ações dos adultos, projetando-se no mundo deles, assumindo um comportamento e desempenhando papéis que nem sempre são infantis. O autor também destaca que, ao brincar, a criança altera a dinâmica da vida real, pois não reproduz o jogo da mesma forma em que a situação foi vivenciada. Segundo o autor, o “jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações da própria criança” (VYGOTSKY, 1998, p. 12 em: A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.).
O brincar é de vital importância para o desenvolvimento do ser humano, é tão importante para o desenvolvimento do organismo quanto o alimento, os exercícios, o repouso. O simples ato de brincar faz com que a criança não apenas imite o cotidiano, mas também a transforma. Através das brincadeiras, se imita, se imagina, vivencia, se cria, representa e se comunica.
CANABARRO (2011) ainda diz que:
O brincar permite que cada um seja autor de seus papéis, escolhendo-os, elaborando-os e agindo de acordo com suas fantasias e conhecimentos, podendo inclusive solucionar problemas que possam aparecer. Está é uma ocasião de internalizar e elaborar sentimentos e emoções desenvolvendo o senso de justiça e moral como diz Piaget.
A Ed. Física é a aula mais lúdica oferecida na escola. É nela que a criança cria, recria, pula, imagina, se diverte, corre, desenha, pinta, estimula-se. O LÚDICO que segundo o dicionário MICHAELIS (2011) quer dizer o que se refere a jogos e brincadeiras. O termo lúdico tem origem do latim ludus e significa jogo. É este termo que melhor abrange e define as atividades desenvolvidas nas aulas de Ed. Física.
Quando estão brincando, as crianças não tem medo de errar processando seus conhecimentos. Brincar utilizando a música, as danças, às cantigas de rodas, poemas, lendas, historias, amplia o pensar sobre o mundo. Ajuda a formar os futuros cidadãos. Vygotsky ao observar as brincadeiras das crianças, já concluía que elas criavam suas situações imaginárias onde sempre existiam regras. Para Piaget (1978), portanto, ao brincar, a criança utiliza suas estruturas cognitivas e coloca em prática ações que estimulam sua aquisição de conhecimentos.
KICHIMOTO (1993, p. 110) diz que:
(...) Brincando (...) as crianças aprendem (...) a cooperar com os companheiros (...). A obedecer às regras do jogo (...), a respeitar os direitos dos outros (...), a acatar a autoridade (...) a assumir responsabilidades, a aceitar penalidades que lhe são impostas (...), a dar oportunidades aos demais (...), a viver em sociedade.
Além da Ed. Física ser responsável pelo desenvolvimento motor, à atividade física também combate diversas doenças ligadas ao sedentarismo como a diabetes, a obesidade, doenças cardíacas, promove o fortalecimento de músculos e articulações, entre vários outros benefícios.  GALLAHUE, 2005. Diz que “o desenvolvimento motor é parte de todo o comportamento humano. O desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento afetivo e o desenvolvimento motor, estão relacionados”.
O objetivo da Educação Física escolar de acordo com Barros, 1972 apud Costa, (2003, p. 16) é “desenvolver espontaneidade em diversas situações e o desenvolvimento orgânico e funcional, atribuídos a Ed. Física, melhoram os fatores de coordenação e execução dos movimentos”.
O ideal seriam aulas de Ed. Física três vezes por semana, trinta minutos por dia, para descaracterizar a “inatividade” dos alunos, deixando-os na faixa etária dos considerados “ativos” e não sedentários. Já que muitos dos alunos só praticam exercícios na escola, devido a vários fatores entre eles a “era digital” (computadores, vídeo games, tabletes, celulares, etc.).
Já que isso ainda não é possível, por que ao menos não respeitar a lei, que prevê a Ed. Física em todas as fases da educação básica?
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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Publicado por: Ingrid Vieira Rodrigues
O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.